Mora? Essa não...

Eu jurei pra mim mesmo que religião aqui no blog não. Uma que é um assunto particular, e outra que iria gerar polêmica (não que eu não goste de polêmicas). Portanto serei breve, mais do que gostaria.

Fica difícil me manter fiel aos meus preceitos com tanta coisa que acontece. Bom, pra começar, sou católico.

Acabo de ver no Jornal Nacional, logo após o belo “boa noite” de Fátima Bernades, que o Arcebispo do estado do Pernambuco, no Brasil, retirou do padre e deputado Luiz Couto o direito de celebrar missas ou qualquer celebração religiosa respondendo pela igreja católica. A notícia está aqui.

Por que ele faria isso? Vocês me perguntam. O padre/deputado declarou ser a favor do uso de preservativos, apoiar a causa contra discriminação homossexual e ser contra obrigatoriedade do celibato dos padres. Tudo bem na questão do celibato (concordo com ele, mas regra é regra), mas só por que ele declarou apoio à uma medida que diminuiu o índice de adolescentes grávidas e de pessoas infectadas pela AIDS? Só por que ele declarou que é contra à um ato de preconceito e de julgamento, atitudes que a própria igreja condenam? Minha lógica insiste comigo que há algo de errado no ar.

Como diria Rita Lee “Qual é a moral, qual vai ser o final dessa história?”. Bom, o final é previsível. O padre não é mais padre, a igreja católica continua poderosa. E pra mim, sem moral.

Assim fica difícil!

Por César Augusto Alves Paulo

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Esqueci de contar, estou colaborando neste blog.